Médicos suíços confirmam 'terceiro braço fantasma' em paciente

A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral.

Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um "terceiro membro", que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.

Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao "braço fantasma" e reconhecia suas ações.



A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, "quase transparente".

Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.

O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma.

O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada.

As descobertas da equipe foram divulgadas na revista especializada Anais da Neurologia.
Fonte: BBC Brasil

Fisiologia Vegetal - Aulas


Abaixo estão disponibilizados os links para download dos arquivos referentes à Disciplina de Fisiologia Vegetal, ministrada no semestre 2008.2.


1. Fisiologia Vegetal - Revisão sobre morfologia vegetal



Fisiologia Vegetal - Estudo Dirigido Nº 1 (Revisão sobre Morfologia Vegetal)

Crise financeira reduz ganho na indústria e emissão de gases tóxicos

A crise financeira mundial trouxe prejuízo para as empresas, mas benefícios ao Meio Ambiente. De acordo com o instituto de pesquisa norueguês Point Carbon, a emissão de CO2 na União Europeia caiu aproximadamente 6% no ano passado.

De acordo com o relatório, os 27 países que fazem parte do sistema europeu de intercâmbio de cotas de emissões de CO2 emitiram 2,111 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contra 2,245 bilhões de toneladas no ano anterior de 2007.

Ainda segundo o Point Carbon, as reduções mais importantes aconteceram nos setores do cimento, cal e vidro, com menos de 9%, e de papel e celulose, o que indica que são os setores mais afetados pela recessão.

Diante destes resultados, profissionais explicam que a diminuição não é motivo para comemorar. “Não podemos nos surpreender e pensar que a poluição diminuiu devido a ações voltadas para tal finalidade. Uma vez retomada a produção industrial, é bem provável que os índices de emissões de poluentes tornem a aumentar”, explica o biólogo e tutor do Portal Educação Carlos Lehn.

A Alemanha foi o país com a maior fonte de emissões na Europa, com 22%, superando a Grã-Bretanha, com 13%.

Fonte: Portal Biologia

Verme gigante ataca corais em aquário britânico

Os funcionários do Blue Reef Aquarium, em Newquay, notaram que muitos dos corais haviam sido danificados, mas não conseguiam saber por quê.

Eles passaram semanas protegendo e vigiando o local, sem achar a fonte dos estragos, até que decidiram revirar a barreira de corais, separando cada rocha uma a uma. Ali eles encontraram um verme marinho da espécie Eunice aphroditois de cerca de 1,2 metros de comprimento.

O animal só foi retirado do local depois de ser atraído por pedaços de peixe usados como isca. A operação consumiu 9 kg de linha, que ele mordia antes de ser fisgado.

Cientistas descobrem gene de algas que regula CO2 nos oceanos

Uma equipe internacional de pesquisadores sequenciou os genomas de duas variedades de algas verdes microscópicas, mostrando os genes que lhes permitem capturar o gás carbônico (CO2) e manter o equilíbrio químico dos oceanos, revela um estudo divulgado na quinta-feira (9).

Essas algas marinhas, que medem menos de um mícron de diâmetro, ou seja, um 1/50 da espessura de um fio de cabelo, são as mais comuns nos oceanos ao redor do globo - dos trópicos aos pólos.

Elas armazenam o CO2, a luz do sol, a águas e os nutrientes e produzem glicídios e oxigênio, explicam os pesquisadores no trabalho --publicado na edição de 10 de abril da revista americana "Science".

Sua produtividade como fonte importante de nutrientes marinhos e sua capacidade de reter CO2, de influenciar os fluxos carbônicos e de desempenhar um papel na mudança climática fazem dessas algas um alvo perfeito de estudo, insistem os cientistas.

"A alga micromonas [foto ao lado] é representativa de um grupo (...) de algas verdes, cujos genomas foram alvo do maior número de sequenciamentos", destacou Igor Grigoriev, um dos principais autores dessa pesquisa, ligado ao Joint Genome Institute.

"Com esses quatro últimos genomas sequenciados, dois de micromonas e dois de Ostreococcus, podemos observar características na organização dos genomas tanto quanto a diversidade entre os diferentes organismos nesse grupo", completou.

O sequenciamento permitiu identificar cerca de 10 mil genes em cada um dos quatro genomas que contêm, juntos, 22 milhões de nucleotídeos.

O código genético dessas algas contém informações sobre a maneira como a fotossíntese transformou um planeta estéril na Terra de hoje, ressaltam os autores.

Fonte: Folha Online

Diabetes pode afetar memória e concentração, diz estudo

O fracasso em controlar o diabetes tipo 2 pode ter efeitos de longo prazo no cérebro, segundo uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Os cientistas acreditam que episódios graves de hipoglicemia - que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito baixos - podem levar a perdas de memória, lógica e concentração.

O estudo, apresentado em uma conferência organizada pela ONG Diabetes UK, analisou testes de habilidade mental feitos em mais de mil voluntários com idades entre 60 e 75 anos. As 113 pessoas que haviam sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas que os demais.

A chefe da pesquisa, Jackie Price, afirmou que há algumas conclusões possíveis a partir do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem o diabetes, o que causaria mais episódios de hipoglicemia.

"Uma terceira explicação pode ser que um outro fator desconhecido esteja causando tanto a hipoglicemia como as perdas de habilidade mental", afirmou a médica. "Estamos fazendo novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável", acrescentou.

Para o diretor da organização Diabetes UK, Iain Frame, o estudo reforça indicações anteriores de que a falta de controle do diabetes afeta o funcionamento do cérebro. "Já sabemos que diabetes tipo 2 aumento o risco do desenvolvimento do Mal de Alzheimer, que é um tipo de demência, e essa pesquisa oferece uma nova peça para este complicado quebra-cabeças", diz Frame.

Fonte: Terra

Chimpanzés trocam comida por sexo, sugere estudo

Pesquisadores do Instituto de Antropologia Evolutiva descobriram que chimpanzés fazem "acordos" de troca de carne por sexo.

Os cientistas perceberam que os machos dispostos a compartilhar a caça com fêmeas, mantêm relações sexuais com uma frequência duas vezes maior do que aqueles que guardam a comida para si mesmos. E esta é uma troca que não tem apenas efeito imediato - os machos que continuam dividindo a carne com as fêmeas quando elas não estão férteis acasalam-se com elas quando estão propensas à reprodução.

Cristina Gomes e seus colegas, do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha, estudaram os chimpanzés na reserva florestal Tai, na Costa do Marfim. Eles observaram os animais durante a caça e monitoraram o número de vezes em que copularam.

"Machos que compartilham carne com fêmeas duplicam o sucesso de acasalamento e as fêmeas, que têm dificuldade de obter carne sozinhas, aumentam sua ingestão de calorias sem arcar com o custo energético e o risco potencial de ferimento ligado à caçada", disse Gomes.

A hipótese de "carne por sexo" foi proposta anteriormente para explicar porque os machos dividem sua comida com as fêmeas. Mas aquelas tentativas de registrar o fenômeno fracassaram porque os pesquisadores procuraram trocas diretas, em que um macho compartilhou a carne com uma fêmea fértil, fazendo sexo com ela em seguida.

A equipe de Gomes escolheu outra abordagem e descobriu que os machos podem compartilhar carne com uma fêmea e só copular com ela após um dia ou dois. Gomes acredita que a descoberta pode até fornecer pistas sobre a evolução humana. A especialista sugere que este estudo pode lançar as bases para outros, sobre os seres humanos, que explorem a ligação entre "a habilidade para caçar e o sucesso na reprodução".

Fonte: G1

Mais da metade da população brasileira sofre com sobrepeso ou obesidade, mostra estudo

Mais da metade da população brasileira sofre com excesso de peso. O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), produzido pelo Ministério da Saúde e pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que 43,3% da população estão com o peso acima dos níveis recomendados (sobrepeso) e 13% estão obesos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera com sobrepeso as pessoas que estão com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 25, e obesas as que têm IMC a partir de 30.

"Temos uma tendência histórica de elevação no país e no mundo inteiro de sobrepeso e obesidade. Para reduzir esses níveis é fundamental que a gente avance tanto na prática de exercícios físicos regulares quanto na alimentação saudável", avalia a coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do ministério, Deborah Malta. De acordo com ela, o aumento do consumo de frutas e hortaliças e a diminuição da ingestão de carnes com gorduras ainda não são suficientes para conter essa "epidemia".

Para levantar os dados, adultos das 27 capitais foram entrevistados por telefone, entre junho e dezembro de 2008, sobre consumo de álcool e tabaco, padrão de alimentação, peso e altura, nível de atividade física, perfil sócio demográfico, atualização de exames preventivos e índices de doenças como hipertensão e diabetes.

Fonte: UOL

Cientistas revelam que lesão mitocondrial influencia no Alzheimer

Cientistas americanos revelaram hoje que as mudanças causadas na mitocôndria de uma proteína pelo ácido nítrico são um dos fatores que levam ao mal de Alzheimer.

Em um estudo publicado na revista "Science", os cientistas do Instituto Burnham de Investigação Médica ressaltaram que se essas mudanças pudessem ser prevenidas, os sintomas da doença seriam neutralizados.

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa sem cura que ataca principalmente as pessoas com idade avançada, e seus primeiros sintomas são a perda de memória e, depois, a demência.

Segundo o estudo, o óxido nítrico ataca a mitocôndria da proteína Drp1 através de uma reação química chamada nitrosilação, que causa a fragmentação celular e lesa o sistema de comunicação neuronal constituído pela sinapse.

"Agora, entendemos melhor o mecanismo que causa a neurodegeneração no mal de Alzheimer", afirmou Stuart Lipton, diretor do Centro Webb de Neurociências, Gerontologia e Pesquisa de Células-tronco.

"Agora que identificamos a Drp1 como a proteína responsável da lesão sináptica, temos uma nova meta para desenvolver os remédios que podem reduzir ou impedir totalmente o avanço do Alzheimer", ressaltou.

Fonte: EFE

Cérebro “avisa” pouco antes de cometermos um erro, indica estudo

Pouco antes de você cometer um erro, seu cérebro dá sinais de alerta, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, essa descoberta poderá levar ao desenvolvimento de aparelhos que avisem aos controladores de trafego aéreo quando eles estão perdendo a atenção.

Usando uma técnica não-invasiva – chamada magnetoencefalografia, que é mais sensível que o tradicional eletroencefalograma – os pesquisadores registraram as ondas cerebrais de estudantes durante um teste monótono que exigia atenção. E descobriram que, um segundo antes dos voluntários cometerem erros, suas ondas cerebrais ficavam mais fortes em duas regiões, o que não acontecia com aqueles que completavam a tarefa corretamente.

Os pesquisadores descobriram também que os erros causavam mudanças imediatas na atividade das ondas na região frontal do cérebro, que pareceu reduzir a atividade das ondas alfa na parte de trás do cérebro. “É como se o cérebro estivesse falando ‘preste atenção!’, e, então, reduzindo a probabilidade de outro erro”, disse o pesquisador Ali Mazaheri, da Universidade da Califórnia.

Os especialistas esperam que os resultados sejam traduzidos rapidamente para a aplicação prática, como um “eletroencefalograma wireless (sem fio)” para profissões ou tarefas que exijam atenção constante, como o controle do tráfego aéreo. Além disso, segundo os autores, os resultados poderiam levar a novas terapias para crianças com déficit de atenção e hiperatividade.

Fonte: Boa Saúde

Princípio ativo da maconha reduz tumores, diz estudo

O princípio ativo da maconha parece reduzir o crescimento de tumores, segundo um estudo espanhol publicado na quarta-feira. Os pesquisadores demonstraram que administrar THC a ratos com câncer reduziu a expansão do tumor e matou as células doentes, num processo chamado autofagia.

"Nossas conclusões sustentam que doses seguras, terapeuticamente eficazes de THC podem ser alcançadas em pacientes com câncer", disseram Guillermo Velasco e seus colegas, da Universidade Complutense de Madri, em artigo na revista Journal of Clinical Investigation.

As evidências científicas a respeito dos efeitos da maconha sobre a saúde humana são ambíguas. Alguns estudos sugerem que a droga pode elevar o risco de enfarto, derrame e câncer. Outros estudos demonstram efeitos benéficos na luta contra o mal de Alzheimer e, segundo alguns médicos, no combate à perda de peso associada à aids e à náusea provocada pela quimioterapia em pacientes com câncer.

O estudo chefiado por Velasco incluiu uma análise de dois tumores em duas pessoas com um câncer cerebral altamente agressivo, que demonstrou sinais de autofagia após a administração de THC.

Os cientistas disseram que a descoberta pode abrir caminho para drogas à base de canabinoides para o combate ao câncer -uma abordagem que no entanto não teve sucesso no tratamento da obesidade. Em novembro, o laboratório Sanofi-Aventis abandonou o desenvolvimento de seu medicamento canabinoide Acomplia. Pfizer, Merck e Solvay também desistiram de produtos semelhantes, devido a temores sobre os efeitos colaterais.

As drogas, que funcionam bloqueando os mesmos receptores cerebrais que deixam as pessoas famintas após fumarem maconha, também têm sido associadas a efeitos colaterais psíquicos, como a depressão e pensamentos suicidas.

Fonte: Terra

Cientistas franceses avançam em produção industrial de sangue

Uma equipe de cientistas franceses conseguiu modificar células sanguíneas a partir de células-tronco, o que representa um avanço na produção de sangue modificado geneticamente que poderia ser usado em transfusões, disse hoje o diretor do Estabelecimento Francês do Sangue (EFS), Philippe De Micco.

Os pesquisadores cultivaram células-tronco de cordão umbilical capazes de gerar glóbulos vermelhos e as modificaram geneticamente. "Talvez, no futuro, seja possível criar a quantidade suficiente de sangue a fim de que possa ser utilizada em pacientes", disse Micco à emissora "France Info". "O sangue a la carte, no entanto, ainda está longe", acrescentou o cientista, acrescentando que, atualmente, a única forma de obter sangue humano para tratar um paciente continua sendo a doação.

Em um horizonte mais próximo, o passo dado pelos pesquisadores da cidade de Marselha, no sul da França, poderia permitir criar, em um laboratório, as amostras de referência para os exames de sangue e reforçar, dessa maneira, a segurança nas transfusões.

Fonte: G1

Estudo associa pobreza a um maior risco de doença cardíaca

Quanto mais tempo uma pessoa permanece na pobreza, maior a probabilidade de desenvolver doença cardíaca, segundo estudo publicado em abril na revista científica American Journal of Epidemiology. De acordo com os autores, muitos estudos em países desenvolvidos mostram que pessoas de baixa renda e menor escolaridade geralmente têm maiores taxas de doença cardíaca.

No novo estudo, a análise de 1,8 mil americanos indicou que essa desvantagem durante toda a vida pode ser traduzida em um “acúmulo do risco” de doença cardíaca. Aqueles que viviam na pobreza durante a infância e a idade adulta eram 82% mais propensos a desenvolver problemas no coração do que aqueles mais abastados em ambas as fases da vida.

De acordo com os especialistas, muito dessa disparidade poderia ser explicada pelos fatores de risco clássicos. “Pessoas que eram pobres no decorrer da vida eram, por exemplo, mais propensas a fumar ou serem obesas”, explicou o pesquisador Eric B. Loucks, da Universidade McGill, no Canadá.

As descobertas apontam para a necessidade de maior prevenção e tratamento de doença cardíaca nas populações mais carentes. “Melhorar oportunidades educacionais e econômicas para os americanos poderia eventualmente melhorar sua saúde cardíaca – não apenas para os atuais adultos, mas para as gerações futuras se a escolaridade dos pais, de fato, influenciar o risco cardíaco de seus filhos em longo prazo”, destacaram os autores.

Fonte: Boa Saúde